Cirurgia Micrográfica de MohsDermatologia & Cirurgia Micrográfica de Mohs | CRM: 5274668-1 RQE: 21194
Técnica cirúrgica minunciosa, considerada a mais efetiva no tratamento de diversos tipos de câncer de pele, em especial o carcinoma basocelular, que é o câncer de pele mais comum do mundo.
Realiza o estudo microscópico completo das margens cirúrgicas, durante o procedimento, permitindo a detecção de células malignas persistentes no leito da ferida operatória, e ampliação das margens, quando necessário, para garantir a completa remoção do tumor. É comprovadamente a técnica mais efetiva no tratamento do Carcinoma Basocelular (CBC), Carcinoma Espinocelular (CEC), e dermatofibrossarcoma protuberans.
Diferente da técnica convencional, que o fragmento de pele removido é enviado a um laboratório de patologia, e o exame pode levar dias para ficar pronto, na técnica micrográfica de Mohs, o próprio cirurgião de Mohs é capaz de avaliar, e mapear as margens cirúrgicas comprometidas, removendo tecido adicional, quando necessário, no momento da cirurgia.
O mapeamento pelo cirurgião, permite a ampliação específica do tecido comprometido, preservando o tecido sadio ao redor do tumor.
É também diferente das técnicas histológicas por congelação convencional, porque o corte do tecido, realizado na cirurgia de Mohs, é feito de maneira que permita estudar 100% das margens cirurgicas, aumentando assim a taxa de cura. É ideal para o tratamento de lesões tumorais em áreas nobres da face, como nariz, sulco naso-labial, área periocular (pápebras), áreas próximas à orelha e em couro cabeludo, porque além da alta taxa de cura, e menores índices de recidiva, leva a uma maior economia de tecido saudável, favorecendo o fechamento cirúrgico e cicatrizes mais discretas.
Na maioria das vezes a cirurgia micrográfica de Mohs é realizada com anestesia local, e o paciente recebe alta no mesmo dia. Casos complexos podem exigir internação, sedação e até mesmo anestesia geral. Presença de outros profissionais como anestesista, oftalmologista, cirurgião de cabeça e pescoço pode ser requisitada, em casos complexos selecionados.
Embora apresente um custo maior do que a técnica convencional, é significativamente mais efetiva em relação a técnica convencional, por garantir maior índice de cura, ter menores chances de recorrência do tumor, e evitar a necessidade de multiplas cirurgias, consequentemente evitando grandes multilações.
As principais indicações são:
Referências: www.mohscollege.org / www.mohssurgery.org

Etapas da Cirurgia de Mohs
Primeiro passo:
O câncer de pele, pode se estender alem da parte visível na superfície da pele. Pode ser mais profundo do que parece. Se todo o tumor não for removido, o câncer pode voltar.
Segundo passo: 
A porção visível do tumor é cirurgicamente removida
Terceiro passo: 
Uma fatia da pele é removida e dividida em sessões. O cirurgião então faz um código de cores nas sessões e marcas de referência na pele para identificar a localização de cada sessão removida. É feito um mapeamento cirúrgico.
Quarto passo: 
A parte profunda e as bordas de cada sessão são microscopicamente examinadas para evidenciar possíveis células câncerígenas remanescentes.
Quinto passo:
Se células cancerígenas forem encontradas no exame microscópico, o cirurgião marca sua localização no mapa cirúrgico e retorna ao paciente para remover mais uma fatia de pele. Remove-se precisamente, só a área onde ainda há células cancerígenas remanescentes.
Sexto passo:
O processo de remoção do tumor cessa, quando não há nenhuma evidência de câncer remanescente no sítio operatório. Devido a Cirurgia Micrográfica de Mohs remover somente o tecido contendo câncer, isso garante a máxima preservação do tecido sadio que permanece intacto.


O Dr. Frederico H. Sanchez juntamente com seu ex aluno Dr. Henrique, é autor do primeiro livro sobre cirurgia Micrográfica de Mohs no país, fruto de sua experiência de mais de 10 anos no tratamento do câncer de pele com a técnica de Mohs.